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Portugal, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese
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Além Guadiana
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Além Guadiana
Para defesa da língua portuguesa em Olivença |
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O Alentejo sempre foi esquecido e ignorado por Salazar e o 25 de Abril poucas mudanças trouxe e nalguns casos a situação até piorou.
Antes de 1801 a então vila, hoje cidade de Olivença fazia parte do Alentejo (quem sabe se não será por isso que os politicos pouco se importam) é como alentejano que informo todos os alentejanos que nossos irmãos oliventinos criaram um blogue que tem como finalidade defender a preservação da língua portuguesa em Olivença, em especial aquele português alentejano que no próprio Alentejo está desaparecendo. Alegra-me tal iniciativa além de mais que partiu de descendentes oliventinos e não de grupos portugueses.
Pela dignidade e pelo respeito por um povo que sente na alma sua herança portuguesa e alentejana e que tão espezinhada tem sido durante estes dois séculos muito em especial no regime fascista de Franco. Perante tudo isso não podería deixar de louvar esta iniciativa que não sendo politica é cultural e de respeito pela história do povo oliventino.
Aconselho-vos uma visita a um espaço em que se luta pela sobrevivencia duma cultura línguistica. Aqui vos deixo o link: Além Guadiana
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Escrito por Rokalentejano às 06h05
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Minha juventude
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Entre uma e outra
Ser natural do Redondo e lá ter vivido parte da minha vida, é sentir na
alma a força dum Alentejo cheio de encantos e com alguns monumentos merecedores
de destaque, senão veja esta linda imagem acima.
Já na minha juventude
vivi numa pequena aldeia chamada S.Vicente de Valongo. É um lugar pequeno que
tem perto de si um castelo em ruínas, ainda detentor duma certa
beleza.
Perto dele eu vivi, numa quinta chamada "Quinta da
Margalha". Era aí que eu vivia quando meus filhos nasceram. Esse castelo tem até
uma lenda de uma moura encantada. Conta a lenda que ela tinha forma de serpente
e chegou a perseguir pessoas.
Ai Alentejo, Alentejo. Terra tão pouco
amada mas imensamente esquecida. Não pelos alentejanos, pois foram obrigados a
dele sair em busca de emprego. E para ali não puderam voltar... |
Escrito por Rokalentejano às 07h52
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Nova aldeia da Luz sem capacidade para fixar a população jovem
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A população da nova aldeia da Luz está a virar costas à terra natal por não ter lotes onde construir novas casas. Desde que foram trasladados para o aglomerado, nove jovens casais já abandonaram a localidade e há um décimo que está de partida. Além da falta de habitação, que levou a debandada de aproximadamente 30 pessoas, a população queixa-se que a economia local também está estagnada, porque o olival e a vinha ainda não rendem.
Cândido Nogueira, 33 anos, casado e com um filho de 18 meses, cresceu e viveu na velha Luz até casar. A mulher também residia na aldeia que ficou submersa pelas águas da barragem de Alqueva. Tudo fizeram para continuarem nas origens, procurando arranjar casa no aglomerado que Durão Barroso, então primeiro-ministro, inaugurou em 19 de Novembro de 2002. Mas acabaram por dar outro rumo à vida.
"Não somos daqueles que casam e vão viver com os pais", desabafa Cândido Nogueira ao DN, revelando que depois de muito procurar, acabou por encontrar casa em Reguengos de Monsaraz. "Não podíamos esperar mais, até porque ainda hoje não está nada projectado", diz, admitindo que se os lotes forem disponibilizados vai "fazer um esforço para voltar". O problema é que o filho vai crescer e fazer amigos e "se demorar muito, terei de ficar por aqui."
Argumento semelhante é apresentado por Dulce Mendonça, 22 anos e solteira, mas que já está a mobilar uma casa em Reguengos, onde trabalha. Também esta jovem tentou encontrar casa na Luz, mas não conseguiu. "Quando fizeram a nova aldeia disserem que faziam casas para os casais mais jovens e ainda estamos à espera", lamenta. "Estão a condenar a nossa terra", acrescenta. E hoje assegura que não quer voltar à terra, porque já se adaptou a outras paragens.
O presidente da Junta, Francisco Oliveira, conhece bem os relatos e não esconde a revolta, lamentando que "tudo" tenha sido prometido na fase das negociações e que agora "o povo esteja votado ao abandono". O autarca assume o desespero por ver que a Luz "não tem futuro" e reconhece que sem jovens "estamos condenados".
Francisco Oliveira já não sabe o que dizer. "Enquanto não passarem para a junta os lotes urbanos e rústicos que tínhamos na antiga aldeia, não há solução", explica. Aliás, até ele ainda não foi reinstalado, estando por construir a loja de electrodomésticos que possuía antes.
A Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA) revela que há cerca de um mês pediu ao autarca que elaborasse um dossiê, "com os casos pendentes", segundo o porta-voz da empresa, Carlos Silva, admitindo que só depois do conhecer o teor do processo é que a EDIA vai estar em condições de fazer "alguma coisa".
Extraido de: Diário de Notícias - DN online |
Escrito por Rokalentejano às 15h14
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Terrorismo perpetuado por Israel
Carta a Frank
Escrevo-te esta carta com o coração apertado.
Deixo a análise fria para a razão cínica que domina o comentário político ocidental. És um dos intelectuais judeus israelitas - como te costumas classificar para não esquecer que um quinto dos cidadãos de Israel são árabes - mais progressistas que conheço.
Aceitei com gosto o convite que me fizeste para participar no Congresso que estás a organizar na Universidade de Telavive. Sensibilizou-me sobretudo o entusiasmo com que acolheste a minha sugestão de realizarmos algumas sessões do Congresso em Ramalah.
Escrevo-te hoje para te dizer que, em consciência, não poderei participar no congresso. Defendo, como sabes, que Israel tem direito a existir como país livre e democrático, o mesmo direito que defendo para o povo palestiniano. "Esqueço" com alguma má consciência que a Resolução 181 da ONU, de 1947, decidiu a partilha da Palestina entre um Estado judaico (55% do território) e um Estado palestiniano (44%) e uma zona internacional (os lugares santos: Jerusalém e Belém) para que os europeus expiassem o crime hediondo que tinham cometido contra o povo judaico. "Esqueço" também que, logo em 1948, a parcela do Estado árabe diminuiu quando 700.000 palestinianos foram expulsos das suas terras e casas (levando consigo as chaves que muitos ainda conservam) e continuou a diminuir nas décadas seguintes, não sendo hoje mais de 20% do território.
Ao longo dos anos tenho vindo a acumular dúvidas de que Israel aceite, de facto, a solução dos dois Estados: a proliferação dos colonatos, a construção de infra-estruturas (estradas, redes de água e de electricidade), retalhando o território palestiniano para servir os colonatos, os check points e, finalmente, a construção do Muro de Sharon a partir de 2002 (desenhado para roubar mais território aos palestinianos, os privar do acesso à água e, de facto, os meter num vasto campo de concentração). As dúvidas estão agora dissipadas depois dos mais recentes ataques na faixa de Gaza e da invasão do Líbano. E agora tudo faz sentido. A invasão e destruição do Líbano em 1982 ocorreu no momento em que Arafat dava sinais de querer iniciar negociações, tal como a de agora ocorre pouco depois do Hamas e da Fatah terem acordado em propor negociações. Tal como então, foram forjados os pretextos para a guerra. Para além de haver milhares de palestinianos raptados por Israel (incluindo ministros de um governo democraticamente eleito), quantas vezes no passado se negociou a troca de prisioneiros?
Meu Caro Frank, o teu país não quer a paz, quer a guerra porque não quer dois Estados. Quer a destruição do povo palestiniano ou, o que é o mesmo, quer reduzi-lo a grupos dispersos de servos politicamente desarticulados, vagueando como apátridas desenraizados em quadrículos de terreno bem vigiados. Para isso dá-se ao luxo de destruir, pela segunda vez, um país inteiro e cometer impunemente crimes de guerra contra populações civis.
Depois do Líbano, seguir-se-á a Síria e o Irão. E depois, fatalmente, virar-se-á o feitiço contra o feiticeiro e será a vez do teu Israel. Por agora, o teu país é o novo Estado pária, exímio em terrorismo de Estado, apoiado por um imenso lobby comunicacional - que sufocantemente domina os jornais do meu país - com a bênção dos neoconservadores de Washington e a vergonhosa passividade a União Europeia.
Sei que partilhas muito do que penso e espero que compreendas que a minha solidariedade para com a tua luta passa pelo boicote ao teu país. Não é uma decisão fácil. Mas crê-me que, ao pisar a terra de Israel, sentiria o sangue das crianças de Gaza e do Líbano (um terço das vítimas) enlamear os meus passos e embargar-me a voz.
(PORTUGAL 2006) Coluna Visão - 27 de Julho de 2006 Boaventura de Sousa Santos
Escrito por Rokalentejano às 18h43
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| Museu, cemitério e igreja da Luz galardoados com prémios europeus |
O museu, cemitério e igreja da aldeia da Luz, em Mourão (Évora), foi o único projecto português galardoado na edição dos prémios Europa Nostra 2005, em terceiro lugar numa das categorias, informou a empresa gestora de Alqueva.
As intervenções arquitectónicas, segundo a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA), foram promovidas no âmbito da construção da nova aldeia da Luz, visto que a antiga povoação ficou submersa pelas águas da albufeira. O projecto referente ao museu, cemitério e igreja de Nossa Senhora da Luz foi um dos galardoados com o diploma de terceiro lugar, distribuídos pelas cinco categorias a concurso da edição de 2005 dos prémios Europa Nostra da União Europeia. Estes prémios, criados em 2002 pela associação Europa Nostra (que reúne organizações não governamentais na área do património) e pela União Europeia, visam reconhecer as melhores práticas na conservação do património em território europeu. O valor arquitectónico dos equipamentos da localidade alentejana foi reconhecido na categoria “Conservação do Património Arquitectónico”, cujo primeiro prémio foi entregue aos banhos otomanos do século XVI de Omeriye (Chipre). Nesta categoria, o concurso Europa Nostra distinguiu ainda seis projectos com segundos prémios e, além do caso da aldeia da Luz, outros 10 com diplomas associados ao terceiro lugar. As outras quatro categorias dizem respeito à “Conservação de Paisagens Culturais”, “Conservação de Obras de Arte”, “Estudos Científicos” e “Dedicação à Conservação do Património”. No total, nas cinco categorias, realça a EDIA, foram nomeados 214 projectos, analisados por peritos independentes e avaliados por um júri, que elegeu cinco primeiros classificados e atribuiu nove medalhas (segundo lugar) e 17 diplomas (terceiro lugar). A entrega dos prémios referentes à edição de 2005 vai decorrer durante a cerimónia anual da European Heritage Awards, em Junho, marcada este ano para o Palácio Real de El Pardo, em Madrid (Espanha). Os cerca de 400 habitantes da antiga aldeia da Luz começaram a ser transferidos para a nova povoação, construída de raiz, a cerca de dois quilómetros de distância, em Novembro de 2002. A aldeia foi desmantelada em 2003, tendo todo o processo de transferência sido considerado um dos impactos sociais mais importantes decorrentes do avanço do empreendimento de Alqueva. Na nova aldeia, além do museu, cemitério e duas igrejas (uma delas a de Nossa Senhora da Luz), foram construídos outros equipamentos colectivos como a junta de freguesia, centro de dia, sociedade recreativa, escola primária e jardim infantil. Um pavilhão polivalente, praça de touros, tanque, unidade de saúde, campo de futebol, área de jogos tradicionais e campo descoberto, instalações de apoio ao mercado e jardim público foram outras das infra-estruturas, juntamente com 210 habitações, 11 comércios, 75 casões, 92 arrecadações, 33 alpendres e 82 cozinhas-de-lume. O museu, por exemplo, foi inaugurado em 2003 e já foi objectivo de várias nomeações e prémios internacionais, procurando, através do seu espólio, perpetuar o passado histórico-arqueológico das terras submersas pela albufeira de Alqueva na freguesia da Luz. 
Noticia, extraída do : Diário do Alentejo |
Escrito por Rokalentejano às 12h20
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Cantares alentejanos

Quando era criança havia grupos de cantares por todo o alentejo, hoje sua divulgação quase não existe e apenas pessoas de 40 anos ou mais ainda gostam de ouvir ( a maioria dos jovens nem conhecem).
Temos que fazer algo para manter vivas nossas tradições.
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Escrito por Rokalentejano às 07h55
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Alentejo, meu Alentejo!

Alentejo dos loiros trigais Onde os ceifeiros cantam madrigais. Alentejo, planura sem fim Que, cabes todo, dentro de mim!
Mais do que a neve da serra, Mais do que a espuma do mar, O Alentejo é brancura Á luz branca do luar. Solidão do Alentejo! Fontes, cruzeiros e alminhas Cantam ralos e cigarras No silêncio das tardinhas.
O pastor do Alentejo Encostado ao seu cajado Vai namorando a campina Que é a mesa do seu gado. Olhos vagos e profundos Num sonho, distante, imersos, Há neles mais poesia Do que num livro de versos!
Alentejo das debulhas, Das ceifeiras e dos montados, Dos ranchos de mondadeiras Fieis aos seus namorados. E do cavador tisnado P'lo sol quente do meio-dia, Rude, franco e altivo, Fiel á sua Maria.
Alentejo dos sobreiros, Azinheiras e olivais Alentejo, minha terra, Eu quero-te sempre, mais! Alentejo das searas Em Abril a ondular! E das chaminés, branquinhas Ao sol-posto a fumegar.
Dos tarrinhos de cortiça, Das samarras e safões, Dos pastores e dos morais, Dos manajeiros e dos ganhões, Símbolos deste Alentejo Que eu, p'ra bem poder cantar, Hei-de beijar a planície De joelhos, a rezar.
Autor : Maria Águeda Lopes Roseiro |
Escrito por Rokalentejano às 09h51
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Olivença é Portuguesa
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Porque ainda há portugueses que amam a pátria, não esquecem que há 205 anos, mais precisamente a 20 de Maio de 1801 Espanha nos roubou parte de nosso território que covardemente nossos governantes NADA fazem para recuperar, apesar de internacionalmente ser reconhecido que Olivença pertence a Portugal. Para saber mais visite o Blog :
"Olivença é Portuguesa"
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Escrito por miguel_g_roque às 09h59
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